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Bolo – o todo é mais do que as partes 18/03/2009

Posted by Denise Alves in ciência, Meus.
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Diga se a imagem acima não é simplesmente deliciosa…. de dar água na boca!!!! Hum!!!!! bolo…..

Não é de surpreender ninguém o fato deu ser louca por doces, mas sou particularmente fascinada pelos bolos, porque eles são o ápice – eita exagero – da demostração científica do homem desde que ele começou a usar o fogo.

Num belo dia algum homem primitivo descobriu que comer feijao cru, não era uma boa experiência, mas colocando-o com água no fogo, depois de algum tempo ele teria, feijao comestível, de duro a mole. A mesma experiência ocorre com o arroz.

Com a carne fica um pouco diferente, mas seguindo a mesma lógica, no final do cozimento têm-se carne macia, com textura e cheiros diferentes mas ainda sim parecido com a carne crua. Certo é que nossos ancestrais começaram a colocar alguns temperos nos alimentos para lhes realçar o sabor, um pouco de coentro, pimenta, sal… misturado com um pouco de tomate, cebola e pimentão…. mas no final continuamos a ter feijão com tomate, arroz com cenoura, carne temperada.

O meu deslumbramento está no bolo…. como alguém teve essa idéia. Sim porque o bolo é algo totalmente diferente de seus ingredientes.

Quem foi que teve a bendita idéia de misturar farinha de trigo, com açucar, ovos, manteiga e leite???? onde é que essa pessoa tava com a cabeça??? Porque imagine um prato montado assim… farinha de um lado, ovos de outro, um pouco de manteiga no canto regado com leite… ieca!!!!

Aí alguém pensou: Vamos misturar tudo e colocar no fogo!!!!! e Tcharam!!!!!! Temos um BOLO…. Uma experiência química perfeita, e deliciosa…. Um todo totalmente diferente das partes que o compõe inicialmente….

Fui procurar na  Internet a história do bolo e não encontrei, nem na Wikipedia. Esquisito muito esquisito…. será que ninguém conhece os primórdios dessa maravilha que nos acompanha desde que mundo é mundo?

Ninguém se lembra como essa história começou…

Quase um mito, talvez por ser algo tão divino, nem tenha sido inventado pelos homens, tenha sido vindo diretamente do céus, por isso a falta de memória…. sei lá….

Mas do céu ou da Terra continuo, como dizem por aí, comendo ajoelhado um bom bolo, quentinho… saído do forno… fofinho… ai….

P.S.: E se alguém souber como tudo começou por favor me explique.

O mundo de sofia 24/02/2009

Posted by Denise Alves in livros, Meus.
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Diz um provérbio que ninguém pode entrar no mesmo rio duas vezes, porque nem você nem o rio serão o mesmo na segunda vez. E tenho essa experiência cada vez que eu releio um livro.

Estou no momento relendo “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarden. A primeira experiência que tive com esse livro eu tinha exatamente a mesma idade da protagonista do livro Sofia, 15 anos, e devo admitir, foi um desastre. Achei o livro um tédio, chato de morrer, e cheio de… filosofia…

Mas algo dentro de mim dizia que ele era um livro legal, alguns colegas meus que tinham conseguido chegar até o final do livro diziam que era um livro muito bom, a crítica apoiava, as escolas adotavam e eu tinha que emitir algum juízo de valor, mas para isso precisava chegar até a sua última página! –  eu sou daquelas que não opina antes do final!

E o tempo passou… Anos mais tarde talvez com 18, 19 anos li o livro de verdade. Li todas as suas 547 páginas. Consegui. E o mais surpreendente: ele é para mim um dos melhores livros que já li em minha vida.

Não tanto pelo enredo que é criado apenas para se adaptar à história da filosofia, a minha opinião positiva tem mesmo haver com as correntes filosóficas tratadas junto com a forma como Jostein Gaarden consegue colocar essas idéias no dia-dia de pessoas humanas como eu e você.

Sofia me serve de porto seguro, pois cada vez que estou a ponto de esquecer que existe um mundo além do Coelho Branco, corro pra Sofia. Corro pras idéias iniciais que nos deram material para chegarmos a concepção de mundo de temos hoje. Certas ou erradas, arcaicas ou vanguardistas o livro mostra o caminho percorrido, as quedas, a coragem de enfrentar o desconhecido – assim como Cabral se lançando a novas terras – num mundo cheio de emoções e incertezas, críticas e cálices de cicuta.

E nunca é da mesma forma. Nunca com a mesma intensidade. Hoje é Locke que me encanta. Amanhã Hegel, e ainda tento entender Bjerkely e fico literalmente chocada com Kierkegaard.

Mas dessa aventura acredito que todos deveriam participar. Esse deveria ser o espinho na vida de todas as pessoas. Buscar a razão da nossa breve existência, tentar vê além, mesmo que isso provoque risadas das outras pessoas, romper barreiras e raciocínios pré-estabelecidos.

E quando releio um livro como esse, quando passo novamente pelas teorias, quando me deparo com os questionamentos de mundo, mesmo centenas de anos após a sua concepção, mesmo num mundo pós-moderno e virtual, continuo com a mesma conclusão a qual Sócrates chegou: A única coisa que sei é que nada sei – nada além do que me foi revelado e ainda há muito a se vê.